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Como Blockchain agrega valor para a gestão sustentável?

O futuro das atividades nas fazendas passa, necessariamente, pela adoção de tecnologias, que vão garantir acesso a informações de qualidade para os compradores.
 

A divulgação de notícias sobre flexibilização das regras do uso de agrotóxicos e sobre o desmatamento da Amazônia brasileira preocupa não só os potenciais compradores estrangeiros de produtos agropecuários, bem como consumidores conscientes. Na guerra de interesses comerciais, informações publicadas sem critérios, sem ouvir todos os lados envolvidos no sistema de produção de alimentos, especialmente de carnes, vegetais, frutas e grãos, tendem a impactar genericamente a todos os produtores.


Sustentáveis e insustentáveis são colocados no mesmo balaio. Todos saem prejudicados, indistintamente. Veterinário de formação e sócio da Exagro, empresa de consultoria especializada em agronegócios sustentáveis, Rodrigo Mendonça avalia que os prejuízos de imagem criam injustiças. Prejudicam indistintamente os fazendeiros.


Segundo ele, informações distorcidas envolvem mesmo pecuaristas que desenvolvem ações sustentáveis para a criação de gado para corte. Casos assim ocorrem, por exemplo, no Sul do Pará. Proprietários de áreas que receberam estímulo para ocupação de governos estaduais nos anos 1970 são, hoje, prejudicados, mesmo com investimentos em práticas sustentáveis .


A análise da atuação dos produtores deve levar em conta, por exemplo, que o fenômeno da sustentabilidade é relativamente recente. O conceito de desenvolvimento sustentável foi proposto pelo Relatório Brundtland, no documento intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future), publicado em 1987.


Alternativas

Com as pressões crescentes do ambientalismo e das transformações da economia do planeta, o futuro reserva desafios crescentes para os pecuaristas e para os produtores agrícolas em geral. Na França, organizações não governamentais estão mobilizadas para garantir restrições aos produtos de países que, segundo eles, não respeitam regras sustentáveis.


A Comissão Europeia deve apresentar para debate e votação, neste ano, no Parlamento europeu, um projeto para regulamentar práticas comerciais que envolvem o chamado “desmatamento importado”. O objetivo é que produtos como soja, carne bovina, cacau e outras matérias-primas de áreas desmatadas não possam mais ser vendidos no território europeu.


O Brasil é, explicitamente, um alvo central das ações. As organizações de proteção ambiental reivindicam que o texto final dos parlamentares inclua a lista completa de produtos que contribuem para a destruição do ambiente, como matérias-primas originárias do cerrado ou de áreas úmidas. Outras iniciativas paralelas já foram implantadas para lutar contra o desmatamento importado.


Tecnologia como solução


O futuro das atividades nas fazendas passa, necessariamente, pela adoção de tecnologias, que vão garantir acesso a informações de qualidade para os compradores. Uma inovação de destaque é o blockchain, sistema de blocos de dados encadeados que registram operações e transações de forma descentralizada e inviolável. Para a pecuária, especificamente, todas as atividades do processo de produção podem ser rastreadas, oferecendo maiores garantias para o mercado e para os consumidores.


Da fazenda à mesa, todo o histórico de cada animal pode ter o histórico registrado. Do nascimento à evolução do peso, alimentação, doenças, vacinas, alteração de dieta e outros acontecimentos relevantes são rastreados. Após o abate, os procedimentos continuam com comercialização, distribuição e comercialização em supermercados e restaurantes.


"O bom produtor terá maior custo de provar a procedência e a pró-atividade. Então todo esse dano na percepção, que os consumidores europeus ou de outros lugares do mundo têm em relação ao Brasil, infelizmente vai persistir por anos. E mesmo que existam interesses comerciais por trás disso tudo, a gente está colhendo o que plantou”, observou o professor de geografia das Universidades Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, Douglas Sathler, em entrevista para o site RFI.



O PROBLEMA

Crescem as pressões contra a produção agropecuária por conta do aumento das exigências de sustentabilidade do mercado, especialmente no exterior.


SOLUÇÃO TECNOLÓGICA

Blockchain: possibilita o rastreamento de todas as etapas do processo produtivo e acesso às informações demandadas pelos compradores intermediários e finais.


O QUE POSSIBILITA
  • Compliance

  • Mostrar áreas cultivadas

  • Trazer informações de open data sobre o produtor

  • Transparência e accountability (responsabilidade)

  • Investimentos

  • Pegada de carbono

  • Cliente em contato direto com o produtor


IMPACTO
  • Importadores e Clientes estarão mais seguros sobre a qualidade, segurança e procedência dos produtos agropecuários brasileiros.

  • Produtor agropecuário deixa de ser um negócio commodity e passa a agregar mais valor a sua marca e produção.


Para saber mais sobre Blockchain e sustentabilidade, entre em contato com DdF em contato@designersdofuturo.com


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